
Musée Fabre - Montpellier
Data: 07 de julho de 2011 a 16 de outubro de 2012

Evitado pelos museus durante várias décadas, Odilon Redon (1840-1916) foi objeto de uma grande retrospectiva no Grand Palais, agora em Montpellier.
De seus "negros" pasteis oníricos encantados, a exposição oferece uma redescoberta desse precursor do simbolismo.

Fora dos círculos artísticos parisienses, Odilon Redon faz seu aprendizado com o gravador Rodolphe Bresdin em Bordeaux.
Esta experiência reforça seu o gosto pelo branco e preto. O carvão se torna o se principal meio de expressão. Ele inventa esta técnica num mundo fantástico melancólico e povoado por estranhas criaturas.

Redon é frequentemente difícil em seus julgamentos estéticos. Apesar de ser contemporâneo de Monet, ele não adere ao movimento impressionista.
Delacroix é a referência definitiva para ele. Redon e confidencia em seu diário, intitulado "a si mesmo": " Só Delacroix toca na cor moral, e na cor humana."

Em 1860, Odilon Redon descobriu Edgar Allan Poe e suas fantástica histórias. Ele se inspira para criar seis pranchas que reune em um álbum que chama de "À Edgar Poe".
Ele também criou um álbum de 24 litografias sobre o tema de A Tentação de Santo Antônio de Gustave Flaubert. Os mundos descritos por Flaubert neste romance são consistentes com os estranhamente concebidos por Redon.

A partir de 1890, a cor faz uma brilhante aparição na obra de Redon. Usando os pastéis, da mesma maneira com trabalhou com o carvão.
Redon pinta bouquets de flores silvestres, retratos cenas mágicas ou mitológicas. A melancolia dá lugar à uma serenidade cheia de sonhos.

Em 1890, o Barão de Redon Domecy faz uma encomenda para a sala de jantar a Redon. A decoração combina técnicas de óleo, têmpera e pastel. Foi reconstituída como um todo no seu aspecto original para a exposição.

Odilon Redon tinha um livro de contas muito preciso que ele chamou de O LIvro da Razão. Apresentado no anexo do catálogo da exposição, este livro permitiu aos historiadores de arte refazer a ordem cronológica da obra do pintor.
Este livro é mantido na Biblioteca Jacques Doucet em Paris.

http://museefabre.montpellier-agglo.com/

Musée Fabre
13, rue Montpelliéret
34000 Montpellier
Tel : +33 (0)4 67 14 83 00
Muito bom!
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