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terça-feira, 5 de agosto de 2014

A Paris de Toulouse-Lautrec: Gravuras e Posters

Um artista de destaque de Belle Époque Paris, Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901) trouxe a linguagem do avant-garde do final do século 19 a um público amplo através de seus cartazes famosos, gravuras e ilustrações para jornais e revistas.

A preeminent artist of Belle Époque Paris, Henri de Toulouse-Lautrec (1864–1901) brought the language of the late-19th-century avant-garde to a broad public through his famous posters, prints, and illustrations for journals and magazines.



26 de julho de 2014, 22 de março de 2015
MOMA Nova Iorque



Um nexo cultural, ele conectou artistas, intérpretes, autores, intelectuais e figuras da sociedade de sua época, criando uma ponte entre os bordéis e os salões da sociedade do momento.  

A cultural nexus, he connected artists, performers, authors, intellectuals, and society figures of his day, creating a bridge between the brothels and society salons of the moment.




Seu trabalho permite a entrada em muitas facetas da vida parisiense, da política à cultura visual e a ascensão do entretenimento popular na forma de cabarés e cafés-concertos. 

His work allows entry into many facets of Parisian life, from politics to visual culture and the rise of popular entertainment in the form of cabarets and café-concerts.



Esta exposição, elaborada quase que exclusivamente da coleção estelar de cartazes, litografias, coisas efêmeras impressos e livros ilustrados do Museu de Arte Moderna, é a primeira exposição do MoMA em 30 anos dedicada exclusivamente à Lautrec, e possui mais de 100 exemplos das obras mais conhecidas criadas durante o ápice de sua carreira.

This exhibition, drawn almost exclusively from The Museum of Modern Art’s stellar collection of posters, lithographs, printed ephemera, and illustrated books, is the first MoMA exhibition in 30 years dedicated solely to Lautrec, and features over 100 examples of the best-known works created during the apex of his career.

MULHERES, MENINAS, ELAS



Organizada tematicamente, a exposição explora cinco temas que, juntos, criam um retrato de Lautrec Paris. A seção dedicada ao café-concertos e salões de dança examina a ascensão da cultura vida noturna em França, através da representação de locais famosos, incluindo o célebre Moulin Rouge. 

Organized thematically, the exhibition explores five subjects that together create a portrait of Lautrec’s Paris. A section devoted to café-concerts and dance halls examines the rise of nightlife culture in France through the depiction of famous venues, including the celebrated Moulin Rouge. 








Outra incide sobre as atrizes, cantores, dançarinos e artistas que despertaram a imaginação do artista e serviram como suas musas, incluindo Yvette Guilbert, a aclamada dançarina Loie Fuller, e a amiga íntima Jane Avril. 

Another focuses on the actresses, singers, dancers, and performers who sparked the artist’s imagination and served as his muses, including Yvette Guilbert, acclaimed dancer Loie Fuller, and close friend Jane Avril.



As imagens simpáticas das mulheres de Lautrec são evidentes em um conjunto de obras que inclui seu marco portfolio Elas, retratando prostitutas durante horas de folga, em momentos tranqüilos de introspecção. 

Lautrec’s sympathetic images of women are evident in a group of works that includes his landmark Elles portfolio, depicting prostitutes during nonworking hours, in quiet moments of introspection.



O papel de Lautrec na comunidade artística de Paris é explorado em uma seção dedicada a seu círculo criativo, destacando projetos para letras de música para canções populares que inundaram os cafés-concertos de Paris, programas para as produções teatrais de vanguarda que participou, e suas contribuições para revistas e resenhas intelectuais. 

Lautrec’s role in Paris’s artistic community is explored in a section devoted to his creative circle, highlighting designs for song sheets for the popular music that flooded Paris’s café-concerts, programs for the avant-garde theatrical productions that he attended, and his contributions to magazines and intellectual reviews.



A seção final olha para os prazeres da capital, como as corridas de cavalos em Longchamp e passeios no Bois de Boulogne, a nova moda de patinação no gelo e o apelo duradouro da cultura da gastronomica de Paris.

A final section looks at the pleasures of the capital, from horse racing at Longchamp and promenading on the Bois de Boulogne, to the new fad for ice skating and the enduring appeal of Paris’s culture of gastronomy.



A publicação que acompanha destaca  a coleção de posters e gravuras do Museu por Lautrec, com um ensaio introdutório sobre o artista e cinco seções temáticas ilustradas que exploram a belle époque de Paris vista através dos olhos de Lautrec, por Sarah Suzuki. 

The accompanying publication highlights the Museum’s collection of prints and posters by Lautrec, with an introductory essay on the artist and five illustrated thematic sections that explore belle époque Paris as seen through Lautrec’s eyes, by Sarah Suzuki. 





Organizada por Sarah Suzuki, Curadora Associada do Departamento de desenhos e gravuras, do MoMA.

A exposição é apoiada pelo Fundo Exposição Anual MoMA.

Pintura e papéis de parede fornecidos pela Farrow & Ball. 

Organized by Sarah Suzuki, Associate Curator, Department of Drawings and Prints, MoMA.

The exhibition is supported by the MoMA Annual Exhibition Fund.

Paint and wallpaper provided by Farrow & Ball.


NO PALCO













O CAFÉ CONCERTO










segunda-feira, 19 de maio de 2014

Lygia Clark: O abandono da Arte, 1948-1988




Lygia Clark (Brazilian, 1920–1988). Óculos. 1968. Industrial rubber, metal, glass. 11 7/16 x 7 1/16 x 2 15/16″ (29 x 18 x 7.5 cm). © Courtesy of World of Lygia Clark Cultural Association. Photo: © 2014 Eduardo Clark.



Museum of Modern Art
New York

Lygia Clark: The Abandonment of Art, 1948–1988
10 de maio de 2014, 24 de agosto de 2014


Lygia Clark (Brazilian, 1920-1988). Clark’s proposition Ping-pong (1966) in use. The objects are Ping-Pong balls and a plastic bag. Courtesy Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark,” Rio de Janeiro.

O Museu de Arte Moderna de Nova Iorque faz uma grande retrospectiva de arte dedicada à arte de Lygia Clark (Brasil , 1920-1988) é a primeira exposição abrangente na América do Norte de seu trabalho . Lygia Clark: o abandono da arte, 1948-1988 compreende cerca de 300 obras , que vão desde o final dos anos 1940 até o início de 1980 , incluindo desenhos, pinturas , esculturas e obras participativas.

The Museum of Modern Art’s major retrospective devoted to the art of Lygia Clark (Brazilian, 1920–1988) is the first comprehensive exhibition in North America of her work. Lygia Clark: The Abandonment of Art, 1948–1988 comprises nearly 300 works, ranging from the late 1940s to the early 1980s, including drawings, paintings, sculptures, and participatory works. 



Lygia Clark (Brazilian, 1920-1988). Relógio de sol (Sundial). 1960. Aluminum with gold patina. Dimensions variable, approximately 20 7/8 x 23 x 18 1/8” (52.8 x 58.4 x 45.8 cm). The Museum of Modern Art, New York. Gift of Patricia Phelps de Cisneros in honor of Rafael Romero. Courtesy Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark,” Rio de Janeiro.

Desenhada à partir de coleções públicas e privadas, incluindo o próprio MoMA, esta pesquisa está organizada em torno de três temas principais: abstração , Neo- concretismo , e o " abandono " da arte.

Drawn from public and private collections, including MoMA’s own, this survey is organized around three key themes: abstraction, Neo-Concretism, and the “abandonment” of art. 



Lygia Clark (Brazilian, 1920–1988). The Inside Is the Outside. 1963. Stainless steel. 16 x 17 1/2 x 14 3/4″ (40.6 x 44.5 x 37.5 cm). The Museum of Modern Art, New York. Gift of Patricia Phelps de Cisneros through the Latin American and Caribbean Fund in honor of Adriana Cisneros de Griffin. © Courtesy of World of Lygia Clark Cultural Association. Photo: © Thomas Griesel

Cada um desses eixos ancora um conceito significativo ou uma constelação de obras que marcam um passo definitivo na carreira de Clark. Enquanto o legado de Clark no Brasil é profundo, esta exposição chama a atenção internacional para o seu trabalho .

Each of these axes anchors a significant concept or a constellation of works that mark a definitive step in Clark’s career. While Clark’s legacy in Brazil is profound, this exhibition draws international attention to her work.




Lygia Clark (Brazilian, 1920–1988). Planes in Modulated Surface 4. 1957. Formica and industrial paint on wood. 39 1/4 x 39 1/4″ (99.7 x 99.7 cm). The Museum of Modern Art, New York. Gift of Patricia Phelps de Cisneros through the Latin American and Caribbean Fund in honor of Kathy Fuld © Courtesy of World of Lygia Clark Cultural Association. Photo: © Thomas Griesel.

Ao reunir todas as partes da sua produção radical, a exposição pretende reinscrever -la em discursos atuais de abstração , participação e uma prática da arte terapêutica.

By bringing together all parts of her radical production, the exhibition seeks to reinscribe her into current discourses of abstraction, participation, and a therapeutic art practice.




Lygia Clark (Brazilian, 1920–1988) in her studio, Rio de Janeiro, c. 1950s. Courtesy Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark,” Rio de Janeiro.

Lygia Clark treinada no Rio de Janeiro e Paris a partir de finais dos anos 1940 a meados dos anos 1950 foi uma artista abstrato líder na vanguarda do movimento Neo- concretista no Brasil , promovendo a participação ativa dos espectadores através de suas obras.

Lygia Clark trained in Rio de Janeiro and Paris from the late 1940s to the mid-1950s and was a leading abstract artist at the forefront of the Neo-Concretist movement in Brazil, fostering the active participation of spectators through her works. 



Lygia Clark (Brazilian, 1920-1988). Clark’s proposition Estruturas vivas (Live structures), 1969, in use, probably in Paris in the early 1970s. The object is made out of knotted rubber bands. Courtesy Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark,” Rio de Janeiro.

A partir do final dos anos 1960 até os anos 1970, ela criou uma série de obras de arte não convencionais em paralelo a uma terapia psicanalítica demorada, levando-a a desenvolver uma série de proposições terapêuticas fundamentadas no arte.

From the late 1960s through the 1970s she created a series of unconventional artworks in parallel to a lengthy psychoanalytic therapy, leading her to develop a series of therapeutic propositions grounded in art. 



Cover of Lygia Clark: The Abandonment of Art, 1948–1988, published by The Museum of Modern Art, 2014.
Clark se tornou uma grande referência para os artistas contemporâneos que lidam com os limites de formas convencionais de arte. 

Clark has become a major reference for contemporary artists dealing with the limits of conventional forms of art.



Lygia Clark (Brazilian, 1920–1988) in her studio working on Arquitetura biológica II (Biologic architecture II). Cité internationale des arts, Paris, 1969. Photo credit: Alécio de Andrade. Courtesy Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark,” Rio de Janeiro.

Organizada por Luis Pérez-Oramas, The Estrellita Brodsky Curadora de Arte Latino-Americana, MoMA; e Connie Butler, curadora-chefe, O Museu Hammer; com Geaninne Gutiérrez-Guimarães, Assistente Curatorial, e Beatriz Rabelo Olivetti, Assistente Curatorial do Departamento de desenhos e gravuras, MoMA. 

Organized by Luis Pérez-Oramas, The Estrellita Brodsky Curator of Latin American Art, MoMA; and Connie Butler, Chief Curator, Hammer Museum; with Geaninne Gutiérrez-Guimarães, Curatorial Assistant, and Beatriz Rabelo Olivetti, Curatorial Assistant, Department of Drawings and Prints, MoMA.



Lygia Clark (Brazilian, 1920-1988) wearing Máscara abismo com tapa-olhos (Abyssal mask with eye-patch, 1968), a work made of fabric, elastic bands, a nylon bag, and a stone. Courtesy Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark,” Rio de Janeiro.

Grande apoio para a exposição foi fornecido por Ricardo e Susana Steinbruch, do Fundo das mulheres modernas, Patricia Phelps de Cisneros, Jerry I. Speyer e Katherine G. Farley, Vicky e Joseph Safra Foundation, ea Diane e Bruce Halle Foundation.

Major support for the exhibition is provided by Ricardo and Susana Steinbruch, The Modern Women’s Fund, Patricia Phelps de Cisneros, Jerry I. Speyer and Katherine G. Farley, Vicky and Joseph Safra Foundation, and the Diane and Bruce Halle Foundation.


Lygia Clark (Brazilian, 1920-1988). Clark’s proposition Diálogo de mãos (Dialogue of hands, 1966), in use probably by Clark and Hélio Oiticica. The object is made of elastic. Courtesy Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark,” Rio de Janeiro.



Lygia Clark (Brazilian, 1920–1988). Superfície modulada no. 9 (Modulated surface no. 9), 1957. Industrial paint on wood, 13 x 36 5/8” (33 x 93 cm). Collection Andrea and José Olympio. Courtesy Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark,” Rio de Janeiro.



Lygia Clark (Brazilian, 1920-1988). Trepante, versão 1 (Climber, version 1), 1965. Aluminum. Dimensions variable, overall approximately 103 9/16 x 57 ½” (263 x 146 cm). Jones Bergamin. Courtesy Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark,” Rio de Janeiro.



Lygia Clark (Brazilian, 1920-1988). Relógio de sol (Sundial). 1960. Aluminum with gold patina. Dimensions variable, approximately 20 7/8 x 23 x 18 1/8” (52.8 x 58.4 x 45.8 cm). The Museum of Modern Art, New York. Gift of Patricia Phelps de Cisneros in honor of Rafael Romero. Photo: Jonathan Muzikar.


Lygia Clark (Brazilian, 1920–1988). Planos em superfície modulada no. 2, versão 01 (Planes in modulated surface no. 2, version 1). c. 1957. Industrial paint on wood, 31 ½ x 26 3/4″ (80 x 68 cm). Luiz Paulo Montenegro Collection. Photo credit: Eurides Lula Rodrigues Cardoso, Courtesy Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark,” Rio de Janeiro.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Pare o Cancan


Onde vamos nos concentrar em uma das estrelas do Moulin Rouge.


Henri de Toulouse-Lautrec, La Goulue com duas mulheres no Moulin Rouge, 1892 79,4 × 59 cm, Museu de Arte Moderna de Nova York 

Mas quem é esta mulher que parece um pouco embriagada olhando para nós com desprezo? Esta é Josephine Louise Weber, conhecida sob o nome de La Goulue. 

Personalidade em moda nas festas do Moulin Rouge, ela incendiou os palcos na década de 1890 com seus cancans endiabrados! 

Toulouse-Lautrec  nos mostra La Goulue dando o braço direito à sua irmã Victorine, e o braço esquerdo à sua colega, a dançarina  Nini Pernas-ao-Ar. O artista neo-impressionista gosta de observar os costumes de Paris e sua vida noturna. Próximo ao estilo naturalista de Degas, ele, no entanto, adota um ponto de vista mais humanista.



Fotografia de La Goulue 

Aqui, ele representa uma figura exuberante do famoso cabaré francês. Todo mundo se desloca para ver La Goulue levantar as pernas ao ar com talento! Mas por que La Goulue? 

Menos conhecida por sua beleza que pelo seu levantar de suas pernas, o apelido dela veio de seu apetite insaciável e seu hábito vergonhoso de beber demais. Toulouse-Lautrec também a pintou com uma tez muito pálida, um olhar um pouco vítrificado e, especialmente, com um sorriso atravessado! Ele assim fez para representar sua renomada na famosa pintura ... que anuncia sem querer início de seu decadência.



Esquerda: Artigo de jornal anunciando a morte de La Goulue 
Direita: Poster Toulouse-Lautrec, 191 × 117 centímetros de 1891 

Em 1895, enquanto ela estava no auge de sua fama, ela deixa o Moulin Rouge para se tornar domadora de feras! Depois, com a morte de seu filho e seu marido, ela se afundou no alcoolismo e na miséria. 

Tornando-se obesa, La Goulue retorna ao Moulin Rouge, o antigo lugar de seu sucesso, para vender amendoins!




Henri de Toulouse-Lautrec, Booth de La Goulue na Foire du Trone: Dança no Moulin Rouge, 29,8 x 31.2 cm, Musée d'Orsay 

Para mais informações: 

Toulouse-Lautrec : http://www.larousse.fr/encyclopedie/personnage/Henri_de_Toulouse-Lautrec/147170

Trailer do filme "Lautrec":  https://www.youtube.com/watch?v=vnGMKDaGIso

fonte: artips.fr

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Magritte: The Mystery of the Ordinary, 1926-1938





O MoMA (Museum of Modern Art) de Nova York realiza exposição dedicada inteiramente ao belga René Magritte (1898-1967). Magritte: The Mystery of the Ordinary, 1926–1938, enfoca o trabalho inovador realizado pelo artista entre 1926 e 1938, época durante a qual esteve alinhado com o referido movimento artístico do surrealismo. Até o dia 12 de janeiro de 2014.

Le Faux Miroir (O Espelho Falso), 1929

A exposição organiza-se segundo uma ordem cronológica, a começar com pinturas e colagens feitas em Bruxelas nos anos de 1926 e 1927, continuando com as obras criadas em Paris entre 1927 e 1930, e chegando, finalmente, à produção de 1938.


L'Assassin Menacé (O Assassino Ameaçado), 1927

Trata-se de um ano simbólico para Magritte, marcado que foi pela palestra La Ligne de vie (“Linha de vida”), um relato autobiográfico de sua carreira como surrealista.



La Reproduction Interdite (A Reprodução Interditada), 1937




























La Durée Poignardée (O Tempo Esfaqueado), 1938



Le Portrait (O Retrato), 1935























La Clairvoyance (A Clarividência), 1936



La Condition Humaine (A Condição Humana), 1933



La Clef des Songes (A Chave dos Sonhos), 1935



Les Amants (Os Amantes), 1928



La Trahison des Images (A Traição das Imagens), 1929