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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Miniaturas Flamengas - Duas instituições, uma exposição




Pela primeira vez, a Biblioteca Real da Bélgica e a Biblioteca Nacional da França reuniram as suas coleções e se juntaram para celebrar em conjunto as grande horas da miniatura flamenga, organizando uma exposição de porte internacional.




Um grande evento cultural. Esta exposição "à quatro mãos" começou em Bruxelas (Setembro-Dezembro de 2011), e continua em Paris (06 de março de 2012 10 de junho de 2012)  mostrando em cada País manuscritos diferentes.





Este evento é uma oportunidade  única e excepcional  de ver expostas as coleções de manuscritos de belgas e franceses






Num total, mais de 140 manuscritos e iluminuras alguns entre os mais prestigiosos - uns ainda não  mostrados em mais de 50 anos, outros inéditos - serão apresentados ao público em uma montagem original, que irá mostrar estas peças excepcionais, respeitando o contexto em que foram criadas.


 





Ao longo das páginas, o visitante mergulhará no coração de um imaginário medieval cheio heróis e lendas;  Alexandre, onde Grande, Carlos Magno, Lancelot e a fada Melusine ao lado de raposas, dragões alados e unicórnios benevolentes.

Uma verdadeira troca entre instituições nacionais, o evento será uma oportunidade única e excepcional de ver as coleções expostas dos manuscritos belgas e franceses.






As iluminuras preciosas da Biblioteca Nacional da França estão sendo parcialmente apresentadas em Bruxelas e vice-versa. Os visitantes terão a oportunidade de ver esses
manuscritos que dificilmente estarão a mostra depois.










Le Traité de Vauderie










L'Histoire de Charles Martel








Bibliothèque nationale de France
Dates : 27.03.2012 – 1.07.2012
Site François Mitterrand
Galerie François Ier
Quai François Mauriac
75013 Paris
Site web
www.bnf.fr





Bibliothèque royale de Belgique
30.09.2011 – 31.12.2011
Galerie Houyoux et Chapelle de Nassau
Mont des Arts
1000 Bruxelles
Site web
www.kbr.be18 -





















quinta-feira, 24 de novembro de 2011

"Mas que circo! Léger, na terra dos círculos em ação"




Sábado, 3 dezembro, 2011-segunda-feira 5 de março, 2012
Musee National Fernand Léger, em Biot








Ir ao o circo.
Nada é tão redondo como o circo.
Esta é uma enorme tigela onde se desenvolvem formas circulares.
Ele não pára, tudo é contínuo.
A pista domina, comanda, absorve.
O público é o cenário móvel, que se move conforme a ação na pista.
As figuras sobem, descem, choram e riem.
O cavalo gira, os acrobatas se movem, o urso atravessa o aro e os malabaristas lançam anéis para o espaço [...].
Vá ao circo.
Você deixará  as suas janelas geométricas e você irá ao país dos círculos em movimento.

Fernand Leger, Circus, Edições Verve, 1950










Léger e Tériade

Circo é a obra-prima gravada de Leger, inteiramente realisada pelo artista em 1950, a pedido de Tériade, uma das maiores editoras de arte do século XX. Depois dos Divertimentos de Rouault em 1943 e o Jazz de Matisse em 1947 e antes do Circo de Chagall em 1967, este é o terceiro livro sobre o tema, encomendado pela Edições Verve aos artistas plásticos. Seguem várias obras ilustradas por Leger, mas o texto foi escrito por outros (Cendrars, Malraux, Eluard ...).










Inteiramente realisado pelo artista, o livro é composto de 113 páginas com tiragens elaboradas pelos irmãos Mourlot, famosos litógrafos parisienses.

O texto foi escrito a caneta. Os guaches coloridos e os desenhos em preto e branco fazendo reviver as memórias da infância em Argentan com espontaneidade e do Circo Medrano em Paris.







Léger escreveu o texto depois de terminar as ilustrações. Seguindo o método de seu amigo Cendrars, ele usa frases tiradas de seus escritos anteriores e remonta-os por colagens com uma lógica próxima à montagem cinematográfica.

Em algumas ilustrações, esses contrastes são acentuados pela separação entre linha e a cor. Este novo processo que lembra a recente visita do artista aos Estados Unidos que foi marcada pela violência intermitente das luzes noturnas da Broadway.










O tom nunca é doutoral, mas reflete, no entanto, com simplicidade e discernimento as sensações do artista durante suas viagens através do país e ao redor da pista.

O pensamento do artista se vira de fora para dentro ligando as memórias da juventude à experiência do mundo contemporâneo.










Passando as cortinas vermelhas, você entra na pista. Fernand Leger o convida a viajar "na terra de círculos em ação", em que os figurinos deslumbrantes com mil luzes sob os projetores, a dinâmica dos números que se sucedem em um tilintar de sons sem ligacões narrativas, a pista esférica atravessada pelos corpos flexíveis dos acrobatas encantam o pintor que encontra uma imagem embemática do grande espetáculo da vida moderna.









Com Leger, os artistas de circo viajam de um quadro para outro, da mesma forma que os motivos das cordas, barras, pesos, balanças ou balões que pontilham sua produção desde o Circo Medrano (1918, Museu de Arte Moderna) seguem até as grandes pinturas dos últimos anos tais como os Construtores ou os Lazeres.







Virando as páginas de Circo, o leitor toma conhecimento de uma nova relação que se estabelece entre o homem e a natureza através da mudança tanto de paisagens como o da nossa relação com o corpo.


Através do diálogo entre o texto e a imagem que ele permite, o livro é para o artista uma ferramenta adequada a gerar sensações, capazes de perturbar o leitor levando-o a mudar a sua visão do mundo e sua capacidade de agir.







Nisto, as pesquisa de Léger sobre o universo dos saltimbancos fazem do Cirque um testamento magnificamente artístico magnificamente acompanhado pela última séie das Paradas pintadas antes da morte repentina do artista em 1955.







Na exposição, a configuração integral das páginas do álbum permitem explorar esse tema fundador em Léger. Além disso, uma seleção de trabalhos e documentos da coleção do museu e alguns empréstimos (doMuseu Nacional de Arte Moderna, Galeria Leiris, coleção Alain Frère ...) evocam a permanência do tema circo no artista à partir de 1918.

Finalmente um documentário e contextualiza a importância deste assunto na imaginação dos artistas modernos e a relação de amizade entre Tériade e Léger levando-o a encomenda do livro.








http://www.musees-nationaux-alpesmaritimes.fr/cms.html?pID=96








Museu Nacional Fernand Léger
Chemin du Val de Pome
06410 Biot
Tél: 33 (0)4.92.91.50.20
Fax : 33 (0)4 92 91 50 31

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Ferdinand Hodler. Obras sobre papel


Ferdinand Hodler (Berne, 1853 - Genève, 1918)
Étude pour un autoportrait, 1915
Fusain et huile sur calque collé en plein sur carton
397 x 322 mm
Cabinet d’arts graphiques du Musée d’art et d’histoire
© MAH, Genève, photo : André Longchamp
Inv. 1939-80




Gabinete de Artes Gráficas

Genebra
10 qui 11. 11 - dom 19. 02. 12
Abre 10-18 h.
Fecha às segundas-feiras





Ferdinand Hodler (Berne, 1853 - Genève, 1918)
« Le Printemps » (détail), sans date
Lithographie au crayon
Image 675 x 435 mm, feuille 839 x 582 mm
Cabinet d’arts graphiques du Musée d’art et d’histoire
© MAH, Genève, photo : André Longchamp
Inv. E 66-1





Formé par Barthélemy Menn dans la tradition ingresque, Ferdinand Hodler (Berne, 1853 - Genève, 1918) est l'auteur d'une production dessinée d’une richesse considérable, constituant un passionnant « laboratoire intime » pour sa peinture.


Formado por Barthélemy Menn na tradição de Ingres, Ferdinand Hodler (Berna, 1853 - Genebra, 1918) é autor de uma produção de desenhos de uma riqueza considerável, constituindo um "laboratório íntimo" apaixonante  para a sua pintura.




Ferdinand Hodler (Berne, 1853 - Genève, 1918)
Étude pour « Le Regard dans l’infini », vers 1915
Mine de plomb et gouache sur papier mis au carreau
420 x 210 mm
Cabinet d’arts graphiques du Musée d’art et d’histoire
© MAH, Genève, photo : Bettina Jacot-Descombes
Inv. 1956-42





Le Cabinet d’arts graphiques conserve plus de 750 feuilles et 241 carnets de croquis quasiment inédits, qui donnent à voir l’exceptionnelle virtuosité graphique de l’artiste.

O Gabinete de Artes Gráficas tem mais de 750 folhas e 241 cadernos praticamente inéditos, onde é possível  conferir o excepcional virtuosismo gráfico do artista.





Ferdinand Hodler (Berne, 1853 - Genève, 1918)
Étude pour « La Floraison », vers 1917
Mine de plomb, pastel, gouache, huile et papiers découpés collés sur carton beige
473 x 625 mm
Cabinet d’arts graphiques du Musée d’art et d’histoire
© MAH, Genève, photo : André Longchamp
Inv. 1964-97




On ignore souvent que Hodler s’intéressa également à l’estampe, c’est donc un aspect méconnu de l'œuvre de l'artiste, mais aussi de ses collections, que le Cabinet d’arts graphiques se propose de faire découvrir au public au travers d’une sélection de quelque 120 dessins, carnets, lithographies et affiches issue de ses fonds.



Normalmente se ignora que Hodler também  se interessava ​​pela gravura, por isso é um aspecto pouco conhecido da obra do artista, mas também de suas coleções, o Gabinete de Artes Gráficas se propõe a mostrar ao público através de uma seleção de cerca de 120 desenhos, livros, litografias e cartazes para tirá-lo da escuridão.





Ferdinand Hodler (Berne, 1853 - Genève, 1918)
Étude pour un autoportrait, 1916
Mine de plomb, gouache, encre brune et touches d’huile
375 x 325 mm
Cabinet d’arts graphiques du Musée d’art et d’histoire
© MAH, Genève, photo : André Longchamp
Inv. 1939-68






Ferdinand Hodler (Berne, 1853 - Genève, 1918)
Étude pour un autoportrait, 1891
Mine de plomb, plume et lavis d’encres grise et brune
114 x 145 mm
Cabinet d’arts graphiques du Musée d’art et d’histoire
© MAH, Genève, photo : André Longchamp
Inv. 1939-74





Ferdinand Hodler (Berne, 1853 - Genève, 1918)
Porte-drapeau blessé. Étude pour la lunette gauche
de « La Retraite de Marignan », 1896
Mine de plomb, plume et encre de Chine, crayon de
couleur et gouache sur papier mis au carreau
243 x 318 mm
Cabinet d’arts graphiques du Musée d’art et d’histoire
© MAH, Genève, photo : André Longchamp
Inv. 1939-107





Ferdinand Hodler (Berne, 1853 - Genève, 1918)
Guerrier donnant un coup d’épée. Étude pour
« La Bataille de Morat », vers 1915-1917
Huile sèche
490 x 461 mm
Cabinet d’arts graphiques du Musée d’art et d’histoire
© MAH, Genève, photo : Bettina Jacot-Descombes
Inv. 1922-200







Ferdinand Hodler (Berne, 1853 - Genève, 1918)
Étude de composition pour « La Bataille de Morat », vers 1915-1917
Mine de plomb, encre noire, huile et verni sur calque
213 x 300 mm
Cabinet d’arts graphiques du Musée d’art et d’histoire
© MAH, Genève, photo : Bettina Jacot-Descombes
Inv. 1922-232





Ferdinand Hodler (Berne, 1853 - Genève, 1918)
Soldat mettant sa veste. Étude pour « Le Départ
des étudiants d’Iéna en 1813 », 1907-1908
Mine de plomb et aquarelle
285 x 205 mm
Cabinet d’arts graphiques du Musée d’art et d’histoire
© MAH, Genève, photo : André Longchamp
Inv. 1939-116





Ferdinand Hodler (Berne, 1853 - Genève, 1918)
Projet pour le timbre-poste de 5ct : armailli fribourgeois, 1901
Mine de plomb, pinceau et lavis d’encre de Chine
425 x 355 mm
Cabinet d’arts graphiques du Musée d'art et d'histoire, dépôt du Fonds cantonal d'art contemporain de l’État de Genève
© MAH, Genève, photo : Bettina Jacot-Descombes
Inv. BA 2005-50/D








Ferdinand Hodler (Berne, 1853 - Genève, 1918)
Affiche de l’exposition Ferdinand Hodler au Kunshaus Zürich,1917
Lithographie en couleur
Image 1295 x 888 mm, feuille 1325 x 912 mm
Cabinet d’arts graphiques du Musée d’art et d’histoire
© MAH, Genève, photo : André Longchamp
Inv. E 2011-906






Ferdinand Hodler (Berne, 1853 - Genève, 1918)
Portrait de Berthe Hodler. Étude pour le médaillon
du billet de banque de 100 francs, 1909
Crayon noir et encre de Chine
144 x 115 mm
Cabinet d’arts graphiques du Musée d'art et d'histoire, dépôt du Fonds cantonal d'art contemporain de l’État de Genève
© MAH, Genève, photo : Bettina Jacot-Descombes
Inv. BA 2005-38/D




http://www.ville-ge.ch/mah/index.php?content=3.2.1.1.1.1.&id_eve=1042&langue=frs






Cabinet d'arts graphiques
Promenade du Pin 5
CH-1204
T +41(0)22 418 27 70
F +41(0)22 418 27 71
cde@ville-ge.ch
TPG: Bus 1-3-5-7-8-36
Parking: Saint-Antoine, Bd Helvétique