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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

A Alquimia e as Artes. A Fundição do Uffizi: do laboratório ao gabinete de curiosidades




Bernardo Buontalenti e Lorenzo Latini, Testa di Cosimo I, Firenze, Museo dell’Opificio delle Pietre Dure


FLORENÇA - Galeria Uffizi
De 15 de Dezembro de 2012 a 03 de fevereiro de 2013


Pittore fiorentino della seconda metà del Cinquecento, Ritratto di Francesco I, Olio su tela, cm 112 x 84,5 Firenze, Galleria degli Uffizi, Foto Francesco Del Vecchio

Segundo Cristina Acidini, Superintendente de Museus do Estado de Florença "esta mostra, a intersecção entre arte e ciência, magia e tecnologia, evoca um elegante fantasma dos Medici, o da fundição."

Secondo Cristina Acidini, Soprintendente per il Polo Museale Fiorentino “questa mostra all'incrocio fra arte e scienza, magia e tecnologia, evoca un elegante fantasma mediceo, quello della Fonderia”.



Jacopo Ligozzi, Allegoria della fortuna, Olio su tela, 46 x 27, Firenze, Galleria degli Uffizi, Foto Francesco Del Vecchio

Cosimo I foi quem estabeleceu a primeira fundição no Palazzo Vecchio devido ao seu interesse pela alquimia continuando a ser um testemunho vivo em alguns manuscritos redigidos por pessoas de sua corte. Com seu filho Francesco I, o laboratório foi transferido para o Casino di San Marco, onde os artistas, artesãos, destiladores e alquimistas foram capazes de experimentar, bem como segredos farmacêuticos, até mesmo receitas de porcelana, para a fusão de cristal de rocha, para trabalhar faiança, vidro e pórfiro.

Fu Cosimo I a stabilire la prima fonderia in Palazzo Vecchio e dei suoi interessi per l’alchimia resta una vivida testimonianza in alcuni manoscritti redatti da personaggi della sua corte. Con suo figlio Francesco I, il laboratorio fu trasferito nel Casino di San Marco, dove artisti, artigiani, distillatori e alchimisti poterono sperimentare, oltre a segreti farmaceutici, anche ricette per la porcellana, per la fusione del cristallo di rocca, per la lavorazione del vetro, della maiolica e del porfido.



Farmacia portatile della fonderia medicea con il suo contenuto di ricette e medicamenti, Roma, Museo dell’Accademia Nazionale di Arte Sanitaria, Foto Baggieri-Boccassini

A fundição foi transferida a este lugar por Francesco I que nutria uma forte paixão pela arte alquímica demonstrada pela história surpreendendo aos visitantes prestígiosos, refletido em algumas de suas pinturas no famoso Palazzo Vecchio. A exposição reune manuscritos alquímicos relacionados com Cosme e Francesco, um retrato do último executado em porcelana - preparados de acordo com a receita em sua fundição - e, entre outros, um texto impresso do médico Leonhard Thurneysser decorado com gravuras aguareladas.

La fonderia  fu trasferita in questi ambienti da Francesco I che nutriva per l’arte alchemica una forte passione attestata dal racconto stupito di prestigiosi visitatori e riflessa in alcuni dipinti del suo celeberrimo Studiolo di Palazzo Vecchio. In mostra s’incontreranno manoscritti alchemici legati a Cosimo e Francesco I, un ritratto di quest’ultimo eseguito in porcellana - secondo la ricetta elaborata nella sua fonderia - e, tra gli altri, un testo a stampa del medico Leonhard Thurneysser impreziosito da incisioni acquerellate.



Farmacia portatile della fonderia medicea con il suo contenuto di ricette e medicamenti, Roma, Museo dell’Accademia Nazionale di Arte Sanitaria, Foto Baggieri-Boccassini

Thurneysser era um mago, astrólogo e charlatão e conduziu junto ao cardeal Ferdinando uma famosa experiência de transmutação de um prego de ferradura em ouro, citado por todos os visitantes internacionais da Galeria nos séculos seguintes.

Thurneysser fu mago, astrologo e ciarlatano e condusse per il cardinale Ferdinando un celebre esperimento di trasmutazione di un chiodo di ferro di cavallo in oro, citato da tutti i visitatori stranieri della Galleria nei secoli successivi.


Athanor in terra refrattaria ( frammento superiore) con alambicco, Roma, Museo dell’Accademia Nazionale di Arte Sanitaria, inv. 3846°, Foto Baggieri-Boccassini

Mesmo na decoração a grotesca no corredor leste da Galeria Uffizi, realizada por Antonio Tempesta e Alessandro Allori e oficina em 1581, há vestígios de tais interesses. Uma vez que o número 13 é, de fato inteiramente dedicado à destilação e antecipa em alguns anos a abertura da "nova fundição" do Uffizi que teve lugar em 1586.

Anche nella decorazione a grottesca del corridoio di levante della Galleria degli Uffizi, eseguita da Antonio Tempesta e Alessandro Allori e bottega nel 1581, si trovano tracce di questi interessi. La volta numero tredici è infatti interamente dedicata alla distillazione e anticipa di qualche anno l’apertura della “fonderia nuova” degli Uffizi avvenuta nel 1586.



Pesce Palla, Firenze, Museo di Storia Naturale dell’Università di Firenze, Sezione di zoologia, Foto Saulo Bambi

No século XVII, a oficina degli Uffizi foi famosa por sua produção farmacêutica que continuou até a metade do século XVIII: os seus remédios foram doados pelo Grão-Duque em preciosas caixas de  ébanoa aos nobres e reis da Europa, do Oriente Médio e até das Américas.

Nel Seicento l’officina degli Uffizi era celeberrima per la sua produzione farmaceutica che continuò fino a oltre la metà del XVIII secolo: i suoi rimedi venivano donati dal granduca in preziosi cofanetti d’ebano ai nobili e ai sovrani di tutta Europa, del Medio Oriente e persino delle Americhe.



Scheletro di scimmia, Firenze, Museo di Storia Naturale dell’Università di Firenze, Sezione di zoologia, Foto Saulo Bambi

Naquela época, além de ótimas ferramentas para destilação, um monte de remédios e muitas ampolas, uma importante coleção de raridade natural de origem animal natural e vegetal caracterizava os espaços da fundição foi criada como um  real gabinete de curiosidades. Havia também uma sala dedicada aos peixes e "coisas petrificadas" (fósseis e conchas), onde foram recebidos várias múmias egípcias - que também serviram para a preparação de medicamentos - doados ao Grão-Duque, em 1643.

 A quell’epoca oltre ai grandi strumenti per la distillazione, a moltissimi rimedi e innumerevoli ampolle, un’importante raccolta di rarità naturali di origine animale e vegetale caratterizzava gli spazi della fonderia che era allestita come una vera e propria stanza delle meraviglie. Vi si trovava anche un ambiente interamente dedicato ai pesci e alle “cose impietrite” (fossili e conchiglie), dove furono accolte diverse mummie egiziane - che pure servivano per la preparazione delle medicine - donate al granduca nel 1643.



Na mostra um rara caixa de remédios da fundição do Uffizi, preservada no Museu da Academia de História da arte sanitária de Roma, um único código de chumbo de alquimia do Arquivo do Estado de Florença, alguns animais empalhados do Museu de História Natural da Universidade de Florença e o sarcófago de uma das múmias da fundição do Uffizi descoberta em depósitos do Museu Arqueológico de Florença.

In mostra sarà presente un raro cofanetto di rimedi della Fonderia degli Uffizi, conservato al Museo dell’Accademia di storia dell’arte sanitaria di Roma, un singolare codice plumbeo di alchimia dell’Archivio di Stato di Firenze, alcuni animali tassidermizzati provenienti dal Museo di Storia Naturale dell’Università di Firenze e il sarcofago di una delle mummie della Fonderia degli Uffizi riscoperto nei depositi del Museo Archeologico di Firenze.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Cartões que parecem ter sido feitos com pincel


Ugo da Carpi (Carpi, 1480 ca. – Bologna, 1532), da Parmigianino - Diogene
1527 ca., chiaroscuro a quattro legni, 469x345 mm, Inv. 61 St. Sc. Gabinetto Disegni e Stampe degli Uffizi, Firenze




Gravuras e desenhos no Uffizi, à espera da próxima mostra Orfeu, o doce poder das cordas. Orfeu, Apolo, Arion e David entre os século XV e o século XVI, de 06 de dezembro até 11 março de 2012 estarão expostos em uma mostra sob o título "Cartões que parecem ter sido feitos com pincel." chiaroscuro italiano "'luz e sombra" .




Francesco Mazzola, detto Il Parmigianino (Parma, 1503 – Casalmaggiore, 1540) - Il bagno delle Ninfe
penna e inchiostro diluito, biacca, 294x210 mm, Inv. 751 E, Gabinetto Disegni e Stampe degli Uffizi, Firenze




Como de costume o GDSU (Gabinetto dei disegni e delle stampe degli Ufizzi) entre uma exposição e outra está mostrando obras que normalmente são mantidas guardadas por sua fragilidade inerente nas gavetas que as armazenam. O objetivo é o de mostrar aos visitantes deste lugar a importância do tesouro guardado neste lugar.





Francesco Mazzola, detto Il Parmigianino (Parma, 1503 – Casalmaggiore, 1540) - Il bagno delle Ninfe penna e inchiostro diluito, biacca, 294x210 mm, Inv. 751 E, Gabinetto Disegni e Stampe degli Uffizi, Firenze



Com a mostra "Cartões que parecem ter sido feitos com pincel" não será o desenho a ser o protagonista da seleção das obras, mas o tipo de impressão conhecida como chiaroscuro. Cinqüenta peças vão tentar mostrar uma técnica gráfica que se revelou muito bem sucedida desde o século XVI sobrevivendo até o século XVIII.




Ugo da Carpi (Carpi, 1480 ca. – Bologna, 1532), da Parmigianino - Il bagno delle Ninfe
chiaroscuro a tre legni, 249x200 mm, Inv. 102 St. Sc., Gabinetto Disegni e Stampe degli Uffizi, Firenze



Por trás do crescimento do chiaroscuro, houve a necessidade incontornável de introduzir a cor na produção das gravuras, um problema já resolvido anteriormente usando papéis coloridos nos quais foram gravados com matrizes de cobre ou de madeira que não garantiam, os efeitos tonais requeridos.





Antonio da Trento (attivo a Bologna intorno al 1527), da Parmigianino - Martirio di Paolo e condanna di Pietro
1527 ca., chiaroscuro a tre legni, 287x475 mm, Inv. 83 St. Sc., Gabinetto Disegni e Stampe degli Uffizi, Firenze



Em 1516, Ugo da Carpi, artista Emiliano que trabalhou durante muito tempo em Veneza, dizendo-se o inventor de "uma nova forma de impressão clara e escura, algo novo, nunca antes feita" exigiu do Senado veneziano que suas atividades fossem protegidas por uma espécie de direitos de autor à frente de seu tempo.

A forma prudente de Ugo reivindicava a paternidade de uma técnica que, de fato, já havia sido testada na Alemanha na década anterior, e que tornou possível copiar o desenho com uma grande gama tonal com tinta diluída.



 

Antonio da Trento (attivo a Bologna intorno al 1527), da Parmigianino - Martirio di Paolo e condanna di Pietro
1527 ca., chiaroscuro a tre legni, 285x472 mm, Inv. 84 St. Sc.



A intenção da técnica perspicaz da técnica era de fato superar o limite estabelecido pelo uso de apenas brancos e pretos identificáveis da gravura em metal. O mais próximo era inevitavelmente o desenho, que agora estava sendo reproduzido nas gravuras graças a técnica de claro-escuro.





Domenico Beccafumi (Valdibiena, 1486 - Siena, 1551) - San Pietro
1547 ca., chiaroscuro a quattro legni, 413x209 mm, Inv. 65 St. Sc., Gabinetto Disegni e Stampe degli Uffizi, Firenze


Uma explicação merece ser feita sobre a preciosidade desses materiais amplamente representados na coleção florentina e que representam, por si só, cerca de mais da metade dos estudos conhecidos por xilogravuras coloridas. O GDSU tomou consciencia em 1956 com a primeira exposição italiana dedicada à elas.




Bartolomeo Coriolano (Bologna, 1599 ca.-1676 ca.), da Guido Reni - La caduta dei Giganti
1647, chiaroscuro a tre legni in quattro fogli, 881x620 mm, Inv. 105 St. Sc., Gabinetto Disegni e Stampe degli Uffizi, Firenze






Piazzale degli Uffizi, 50122 Firenze